Em sessão realizada na manhã desta quarta-feira (19), o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) rejeitou, por unanimidade, o pedido do Palmeiras para impugnar a decisão do Campeonato Paulista de 2018.

Na opinião dos auditores, não foram apresentadas provas que sustentassem o argumento de interferência externa na partida decisiva. Portanto, o Corinthians se mantém campeão estadual de 2018.

“Indícios são elementos de provas. Mas têm peso também. Marca de batom na lapela tem menos peso do que na cueca. Mas a certeza tem que ser inquestionável. Tenho impressão que houve interferência externa, mas me falta a convicção absoluta”, afirmou Mauro Marcelo de Lima e Silva, um dos auditores, antes de votar contra a impugnação da partida.

Caso pretenda levar o caso adiante, o Palmeiras terá que levar o caso à Corte Arbitral do Esporte (CAS), última instância do direito esportivo, na Suiça. Não cabem mais recursos em tribunais regionais e nacionais. De acordo com a defesa do clube, os próximos passos serão decididos em reunião com o presidente do clube, Maurício Galiotte.

De acordo com o clube alviverde, houve interferência externa na decisão da arbitragem de desmarcar um pênalti a favor do Palmeiras, sofrido pelo atacante Dudu em lance com o volante Ralf, do Corinthians, no segundo jogo da final do Campeonato Paulista, realizado no dia 08 de abril, no Allianz Parque. Na ocasião, o Timão acabou vencendo por 1 a 0 e conquistando o título estadual na disputa de pênaltis.

Depois do ocorrido, a diretoria palmeirense contratou uma empresa de investigação internacional para levar o caso à justiça desportiva. Foi protocolado no TJD um documento com cerca de 100 páginas argumentando a favor da impugnação da partida. O Palmeiras alega que a presença de Dionísio Roberto Domingos, diretor de arbitragem da Federação Paulista de Futebol, e de Márcio Verri Brandão, membro da equipe de arbitragem da entidade paulista, dentro de campo durante a confusão após a marcação da arbitragem são indícios de uma suposta interferência externa na decisão de anular a penalidade.